Sindmetal elege nova direção para o quadriênio 2016-2020

A sede da Central Única dos Trabalhadores (CUT-CE) foi o cenário ideal para a posse da nova direção eleita do Sindicato dos Metalúrgicos do Ceará na noite de ontem (3). A defesa da democracia plena, a luta construída a partir da participação popular, a união dos movimentos sindical, estudantil e social são alguns dos pilares que fortalecem a história da CUT, que é a maior central sindical da América Latina. Sendo um dos mais antigos sindicatos filiados à central no Estado, o Sindicato dos Metalúrgicos, que no ano de 2016 completará 69 anos, defende as bandeiras históricas da Central e reafirma o compromisso com a classe trabalhadora.

Eleito em 11 de dezembro de 2015 com 98,53% dos votos válidos, Fernando Chaves, metalúrgico há 22 anos, estará à frente do sindicato durante o quadriênio 2016-2020. A nova diretoria da entidade é formada por 21 trabalhadores e teve 35% de renovação. Priorizando uma maior participação das mulheres, 30% da direção é formada pelo gênero.

A cerimônia de posse contou com a presença dos presidentes da Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT (CNM/CUT), Paulo Cayres, o presidente da CUT/CE, Wil Pereira, que é ex-presidente do Sindmetal e atual secretário geral da entidade e Moisés Braz, deputado estadual do PT. Estiveram presentes sindicalistas de diversas categorias, como professores, bancários, eletricitários, servidores municipais, trabalhadores dos Correios, trabalhadores rurais, além de integrantes dos movimentos sociais como o MOTU (Movimento Organizado dos Trabalhadores Urbanos) e o Levante Popular da Juventude.

MOTU (Movimento Organizado dos Trabalhadores Urbanos) e o Levante Popular da Juventude

O presidente da CNM/CUT, Paulo Cayres (microfone) empossou a diretoria e o conselho fiscal. “Estou extremamente feliz por estarem presentes nesse momento quase todos os ramos da CUT. Isso representa a unidade da classe trabalhadora, representa o poder de luta da nossa central. Temos uma série de avanços no Brasil hoje e tem uma avalanche de ódio que está sendo construída porque a partir de 2003, com o advento da vitória de um trabalhador metalúrgico, o presidente Lula e, na sequência, de uma mulher, que são duas coisas que a direita desse país não tolera. A composição desse congresso onde a minoria é de mulheres e de negros não nos representa. Não aceitaremos nenhum tipo de ataque à democracia”, afirma.

Para o presidente empossado, Fernando Chaves, a direção eleita dará continuidade à luta por mais direitos para a categoria metalúrgica e será contra qualquer tipo de retrocesso. “Tenho um imenso orgulho de ser metalúrgico há 22 anos e também de ser militante do Partido dos Trabalhadores, que tem os ideais de luta que acreditamos, que prima pela construção coletiva e pelos direitos da grande maioria desse país, da classe trabalhadora, esta que em governos de direita eram desrespeitados e não tinham direito à livre expressão. Pensar no avanço do Brasil sem o PT, sem a CUT, sem os movimentos sindical e social seria humanamente impossível”, ressalta.